
Felippe Moraes, 1988
nasceu no Rio de Janeiro
vive e trabalha entre Rio de Janeiro e São Paulo
Declaração do artista
Na minha primeira exposição coletiva em 2009, quando um curador perguntou “O que te move?”, respondi: “tudo o que nos ultrapassa”. Essa resposta tornou-se um norte determinante para minha prática.
Minha obra propõe um habitar conceitual daquilo que esvazia nosso vocabulário emocional e intelectual, que nos encaminha a uma compreensão da existência próxima ao sublime. Como artista, percebo minha prática como um revelar mais que um fazer. Compreendo a arte como forma de pensar e investigar por métodos que diferem da ciência, filosofia ou espiritualidade, mas constantemente recorro a elas para ampliá-las, discuti-las e negá-las, ocupando os vazios deixados por elas.
Meu trabalho é uma celebração de como a experiência do tangível promove uma apreensão do intangível com eloquência retórica e poética. É uma revelação que se dá pela ausência, pelas reticências, pelo espaço entre caracteres epistemológicos. Uma revelação daquilo que é infinito, invisível, oculto, que se esconde atrás do horizonte e que é, por fim, imensurável.
Felippe Moraes
Bio
Felippe Moraes é artista, pesquisador e curador independente desde 2009. Vive e trabalha entre São Paulo e Rio de Janeiro. Sua pesquisa se orienta pelas relações entre epistemologias, fenômenos naturais e espiritualidade, com ênfase na percepção do intangível. É mestre em arte contemporânea pela University of Northampton (Reino Unido) e foi pesquisador do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra (Portugal), entre 2016 e 2019. Desde 2022, integra o conselho consultivo do MAC-Niterói.
Seus principais projetos individuais incluem Solfejo, apresentado no Centro Cultural FIESP em 2019, e nas unidades da CAIXA Cultural no Rio de Janeiro, Brasília e Curitiba entre 2024 e 2025; Ovo Cósmico (2023-24), na Galeria Verve; e Samba Exaltação, série de néons com citações de canções brasileiras, realizada como intervenção urbana no Vale do Anhangabaú (SP), seguida por exposições no MAC-Niterói, no Museu de Arte do Rio (2021) e no Festival SESC de Inverno em Petrópolis (2025). Naquele ano, apresentou também Samba da Luz na Biblioteca Mário de Andrade e na Estação da Luz.
Realizou anteriormente as mostras individuais Imensurável (2018), na CAIXA Cultural Fortaleza; Proporción (2018), no Espacio de Arte Contemporáneo (EAC), em Montevidéu; Cosmografia (2017) e Ordem (2014), ambas na Baró Galeria, em São Paulo; e Progressão (2016), no MAC-Niterói.
É autor das obras públicas Monumento ao Horizonte (2016), no Caminho Niemeyer em Niterói, e Monumento a Euclides (2017), na Romênia. Participou de importantes mostras coletivas, como a 13ª Bienal do Mercosul (2022), com curadoria de Marcello Dantas; XIX e XX Bienal de Cerveira; e a Trienal Frestas (2014), curada por Josué Mattos.
Seu trabalho integra acervos como os do Museu de Arte do Rio, Soho House São Paulo, MAM-SP, MACRS, MAC-Niterói e Centro Cultural São Paulo. Foi premiado por instituições como o Instituto Tomie Ohtake, Prefeitura do Rio de Janeiro, Universidade de Coimbra, Itaú Cultural e FUNARTE.