Entre os dias 27 e 31 de maio de 2026, Felippe Moraes participou da ArPa Feira de Arte, realizada na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo. O artista integrou o estande da Verve Galeria (São Paulo) e da Galeria Athena (Rio de Janeiro), que reuniu também obras de Antonio Dias (1944–2018) e Gustavo Prado.
Representando Antonio Dias, foi apresentada a obra Arid (1969), trabalho pertencente ao período de consolidação internacional do artista e exemplar de sua investigação sobre linguagem, imagem e sistemas de representação.
Felippe Moraes apresentou quatro obras em néon que atravessam diferentes momentos de sua produção: A Distância do Horizonte (2011–2026), que retoma uma fórmula criada em 2011 e a apresenta pela primeira vez em néon; ANUNCIAR O DIA / AMENIZAR A NOITE (2026); Órion, da série Solaris Discotecum (2026); e Uma pausa de mil compassos, da série SAMBA EXALTAÇÃO (2021).
Nos dois últimos dias da feira, o conjunto foi ampliado com desenhos inéditos da série Evento Celestial (2026) e com a escultura OROBORO (2023).
A participação reafirma uma pesquisa desenvolvida por Moraes ao longo dos últimos quinze anos, marcada pelo interesse nas relações entre luz, linguagem, astronomia, filosofia e espiritualidade. Sua produção transita entre instalações, esculturas, intervenções urbanas, fotografia, desenho e néon, articulando referências científicas, cosmológicas e poéticas em investigações sobre percepção, conhecimento e experiência do sublime.
No sábado, 30 de maio, o artista participou da programação oficial da ArPa ao lado de Gustavo Prado na conversa O Espaço-tempo e a Poesia da Luz, mediada por Ana Carolina Ralston. Tomando como ponto de partida as obras de Antonio Dias e as pesquisas dos dois artistas, o encontro abordou temas relacionados à luz, ao espaço, à percepção e às aproximações entre arte, fenomenologia e pensamento científico.
