Felippe Moraes
A Gênese, 2009 – 2011
Ouro, latão, cobre e terra (ed.3 + PA)
Dimensões Variáveis

A obra A Gênese (2009–2011), de Felippe Moraes, apresenta um prumo banhado a ouro suspenso alguns centímetros acima de um montículo de terra. Ferramenta ancestral utilizada para determinar a verticalidade nas construções, o prumo surge aqui deslocado de sua função técnica e inserido em uma situação de suspensão e latência.

Tradicionalmente associado ao campo da arquitetura e da engenharia, o prumo é um instrumento de precisão destinado a estabelecer o alinhamento entre o alto e o baixo, entre o céu e o solo. Na obra, entretanto, esse objeto perde sua função prática e passa a operar como elemento simbólico. Suspenso acima da terra, ele deixa de medir o mundo para tornar-se parte de uma reflexão sobre forças fundamentais que estruturam a matéria.

Entre o peso do metal e a matéria bruta do solo estabelece-se um campo de tensão silencioso. A obra se organiza nesse intervalo mínimo, onde forças opostas permanecem em equilíbrio instável: gravidade e suspensão, condução e isolamento, positivo e negativo.

Principais Exposições