Felippe Moraes
Composição Aleatória, 2019
metal escovado, madeira, chapa de aço pintada e cabo de aço
165 x 395 x 96 cm (cada)

Série Composição Aleatória, 2019 metal escovado, madeira, chapa de aço pintada e cabo de aço 165 x 395 x 96 cm A obra “Composição Aleatória” (2019) foi concebida, construída e instalada pela primeira vez nesta exposição. Oito redes – correspondentes às sete notas musicais acrescidas do Dó da oitava acima – estão presas a tubos sonoros e badalos que vibram e ecoam dependendo dos movimentos a que são submetidos. Nossos corpos são novamente convidados a participar da criação do trabalho, ativando os balanços e ressoando os sinos. A composição cresce e se complexifica à medida que mais pessoas juntam-se à instalação, até que todos os sons sejam entoados em harmonia ou dissonância. Em momentos distintos, composições diferentes preenchem o espaço expositivo – os arranjos dependem, sempre, dos arbitrários e aleatórios gestos dos visitantes, que podem embalar-se com intensidade ou apenas recostar-se em meio à melodia improvisada.

A série Composição Aleatória (2019) foi apresentada pela primeira vez em 2019 na exposição individual Solfejo realizada no Centro Cultural FIESP em São Paulo. A instalação foi concebida especialmente para o espaço expositivo e propõe uma experiência sonora coletiva baseada na participação do público.

A obra consiste em uma estrutura composta por oito redes suspensas que funcionam simultaneamente como balanços e instrumentos musicais. Cada rede corresponde a uma nota musical da escala diatônica. As sete notas tradicionais são acompanhadas por um Dó adicional pertencente à oitava superior, completando o conjunto de oito tons.

Os balanços estão conectados a tubos sonoros e badalos metálicos que vibram e ressoam conforme são movimentados. A estrutura transforma o gesto simples de balançar em um ato de produção musical.

Composição Aleatória (2019) na exposição individual Solfejo (2019) no Centro Cultural FIESP.

Participação e ativação do público

Em Composição Aleatória (2019), o público não ocupa apenas a posição de observador. Os visitantes tornam-se parte ativa do funcionamento da obra. Ao sentar nas redes ou ao colocá-las em movimento, seus corpos acionam os dispositivos sonoros que compõem a instalação.

Cada movimento produz vibrações diferentes nos tubos e sinos. A intensidade dos gestos altera a frequência e a duração dos sons produzidos. O espaço expositivo passa então a ser preenchido por uma composição musical em constante transformação.

A experiência sonora depende da presença e das decisões dos visitantes. Uma pessoa pode escolher balançar intensamente e gerar uma nota mais marcada, enquanto outra pode apenas recostar o corpo e produzir um som discreto. Cada ação interfere na configuração geral da composição.

Série Composição Aleatória, 2019 metal escovado, madeira, chapa de aço pintada e cabo de aço 165 x 395 x 96 cm A obra “Composição Aleatória” (2019) foi concebida, construída e instalada pela primeira vez nesta exposição. Oito redes – correspondentes às sete notas musicais acrescidas do Dó da oitava acima – estão presas a tubos sonoros e badalos que vibram e ecoam dependendo dos movimentos a que são submetidos. Nossos corpos são novamente convidados a participar da criação do trabalho, ativando os balanços e ressoando os sinos. A composição cresce e se complexifica à medida que mais pessoas juntam-se à instalação, até que todos os sons sejam entoados em harmonia ou dissonância. Em momentos distintos, composições diferentes preenchem o espaço expositivo – os arranjos dependem, sempre, dos arbitrários e aleatórios gestos dos visitantes, que podem embalar-se com intensidade ou apenas recostar-se em meio à melodia improvisada.
Série Composição Aleatória, 2019 metal escovado, madeira, chapa de aço pintada e cabo de aço 165 x 395 x 96 cm A obra “Composição Aleatória” (2019) foi concebida, construída e instalada pela primeira vez nesta exposição. Oito redes – correspondentes às sete notas musicais acrescidas do Dó da oitava acima – estão presas a tubos sonoros e badalos que vibram e ecoam dependendo dos movimentos a que são submetidos. Nossos corpos são novamente convidados a participar da criação do trabalho, ativando os balanços e ressoando os sinos. A composição cresce e se complexifica à medida que mais pessoas juntam-se à instalação, até que todos os sons sejam entoados em harmonia ou dissonância. Em momentos distintos, composições diferentes preenchem o espaço expositivo – os arranjos dependem, sempre, dos arbitrários e aleatórios gestos dos visitantes, que podem embalar-se com intensidade ou apenas recostar-se em meio à melodia improvisada.

Música, acaso e composição coletiva

A obra investiga a relação entre música, acaso e participação coletiva. A estrutura oferece um conjunto limitado de notas musicais, mas as combinações possíveis entre elas são praticamente infinitas.

À medida que mais pessoas se aproximam da instalação, novas camadas sonoras passam a ocupar o espaço. As notas podem formar harmonias suaves ou encontros dissonantes. Em alguns momentos surge uma espécie de melodia compartilhada entre os participantes. Em outros momentos os sons se dispersam em ritmos imprevisíveis.

Essa dinâmica transforma o ambiente expositivo em um espaço de experimentação musical espontânea. Cada ativação da obra gera uma composição diferente que existe apenas durante o tempo da interação.

Corpo, espaço e som

A estrutura da instalação aproxima práticas da arte sonora, da escultura e da performance. Os visitantes passam a perceber o próprio corpo como um agente produtor de som.

Os balanços criam uma relação física entre movimento e vibração. O gesto de balançar altera diretamente o comportamento acústico dos tubos e sinos. O som passa a ser resultado de um diálogo entre corpo, gravidade, matéria e espaço.

Nesse sentido, Composição Aleatória transforma o espaço expositivo em um campo sensorial onde escultura e música se encontram. A obra propõe uma reflexão sobre como experiências coletivas podem gerar estruturas complexas a partir de gestos simples.

Cada visitante participa de um processo contínuo de criação sonora. A instalação não apresenta uma composição fixa. Ela existe como um sistema aberto que se reorganiza continuamente através da presença humana.

Série Composição Aleatória, 2019 metal escovado, madeira, chapa de aço pintada e cabo de aço 165 x 395 x 96 cm A obra “Composição Aleatória” (2019) foi concebida, construída e instalada pela primeira vez nesta exposição. Oito redes – correspondentes às sete notas musicais acrescidas do Dó da oitava acima – estão presas a tubos sonoros e badalos que vibram e ecoam dependendo dos movimentos a que são submetidos. Nossos corpos são novamente convidados a participar da criação do trabalho, ativando os balanços e ressoando os sinos. A composição cresce e se complexifica à medida que mais pessoas juntam-se à instalação, até que todos os sons sejam entoados em harmonia ou dissonância. Em momentos distintos, composições diferentes preenchem o espaço expositivo – os arranjos dependem, sempre, dos arbitrários e aleatórios gestos dos visitantes, que podem embalar-se com intensidade ou apenas recostar-se em meio à melodia improvisada.

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