Felippe Moraes
Cadeira Elétrica, 2026
néon, acrílico, silicone, fio de alta tensão e corrente elétrica
100 x 80 x 70cm

A escultura Cadeira Elétrica (2026) apresenta uma cadeira de praia reconstruída em néon branco sobre uma base de acrílico. Tradicionalmente associada ao descanso e à contemplação da paisagem, a forma utilitária é transformada em imagem luminosa. Ao tornar impossível o seu uso, a obra desloca o objeto de sua função prática e o converte em elemento de observação estética.

Esse gesto coloca a peça em um território ambíguo entre design e escultura. A estrutura preserva o desenho reconhecível da cadeira, mas sua materialidade reduzida a linhas de luz enfatiza a forma como um contorno tridimensional. O dispositivo que normalmente sustenta o corpo passa a existir como signo visual no espaço, convidando o espectador a contemplar aquilo que antes servia à contemplação.

O título introduz um contraste simbólico ao evocar o instrumento associado à execução capital. A obra tensiona essa referência ao apresentar uma estrutura luminosa que sugere vitalidade e energia. Entre familiaridade e estranhamento, utilidade e contemplação, a cadeira surge como um objeto deslocado que transforma um elemento cotidiano em reflexão sobre luz, imagem e significado.

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