
Felippe Moraes
Chamado, da série Prai’Áurea, 2024
A série Prai’Áurea (2024) investiga a praia como um território simbólico onde natureza e alquimia se encontram. O mar, o sol e o horizonte aparecem como elementos de um laboratório poético onde o corpo humano participa de processos de transformação. Nesse cenário, a paisagem deixa de ser apenas geografia e passa a funcionar como campo de experiência mística.
Em diversas imagens, o corpo do artista surge marcado pela presença do dourado, cor historicamente associada à transmutação alquímica e à iluminação espiritual. A praia torna-se um espaço de passagem entre estados, onde o corpo, a luz e a matéria se reorganizam em um gesto de depuração interior.
A série constrói assim uma mitologia contemporânea do litoral. Entre jogos visuais, gestos performáticos e referências simbólicas, as imagens sugerem que o horizonte não é apenas um limite óptico da paisagem, mas um portal imaginário onde o visível e o invisível se encontram.



Felippe Moraes
Aurum’zonte, da série Prai’Áurea, 2024
Felippe Moraes
Nigredo, da série Prai’Áurea, 2024


Felippe Moraes
Nigredo, da série Prai’Áurea, 2024
Principais Exposições
- 2025 – BAB_ado – Queerioca (Rio de Janeiro, Brasil)