Felippe Moraes
Hermes, 2011
Impressão fotográfica sobre papel fine art e alfinetes sobre parede
Dimensões variáveis
Ed.3 + PA + PE

A obra Hermes (2011), parte da coleta de 104 imagens de livros diversos de ciência, história e enciclopédias e são digitalizadas, impressas e montadas como uma nuvem se expandindo pela parede.

A fumaça é um aspecto particularmente importante para o trabalho, e em verdade seu eixo condutor de uma certa narrativa não-linear, surge como proposição simbólica de algo que é material, porém no limite da imaterialidade, se manifesta na mesma velocidade que passa a desaparecer. A escolha do título Hermes vem como uma homenagem ao deus grego de mesmo nome. Entretanto, o trabalho não se relaciona meramente com esse único deus e sim com uma cadeia de mitologias e conceitos filosóficos extensos e rizomáticos, como a própria configuração do trabalho quando preso à parede.

A escolha foi por Hermes, mas poderia ser Mercúrio, Exu e tantos outros possíveis paralelos. O que todas essas entidades mitológicas possuem em comum é a característica de serem figuras ambíguas, velozes, responsáveis pela comunicação, pelo comércio e pelas estradas e caminhos. Como a fumaça, se estabelecem tão rapidamente como passam a sumir, são enganadores por natureza, como uma cortina de fumaça que não consegue deixar muito claro o que há por detrás, mas também comunicam com o mundo material, entre os homens, e o imaterial, dos homens para o transcendente.

Esse compêndio surge, mais do que como ilustração do conceito dessa ou daquela figura mitológica, mas como catalizador das questões imateriais, simbólicas e conceituais que essas mesmas entidades representam

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